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Contratando fornecedor de música para casamentos

Publicado por em 11 maio 19. Música, Uncategorized

Tenho um carinho muito especial por esta sessão do blog. As Dicas do Especialista têm me trazido pessoas que, tanto quanto eu, se preocupam e buscam a excelência e imprimem amor no que fazem. A partir de hoje, trago mais um especialista de peso para dividir com vocês toda a sua experiência e conhecimento. Aproveitem a leitura!

 

Uma grande dificuldade para todas as noivas é a de como ter parâmetros para escolher o serviço de música para seu casamento. Grande parte, ao contratar uma empresa, não pergunta qual o sistema de escolha, qual a metodologia empregada, qual a visão que o serviço prestado agregará em sua cerimônia. Coisas como preço e beleza estética da apresentação são os únicos critérios estabelecidos.

Estudo música há mais de 20 anos. Comecei menino, passei por conservatórios, faculdade, orquestras, bandas sinfônicas, e muitas outras importantes funções no mundo da música. Fui anexado ao mercado de casamento durante a minha adolescência. Quem me contratava só queria um trompete para preencher o elenco e sair bem nas fotos. Não havia triagem, não havia preocupação com o que eu sabia, não importava se eu era afinado, nem mesmo se eu tinha medo de tocar em público. Por sorte, eu não tinha medo. Porém, eu não tinha nenhuma bagagem. Minha experiência era tocar na banda da escola e na orquestra de minha igreja, mas não era um profissional, era apenas um aspirante, sonhador, recém-matriculado em um conservatório. Talvez por isso uma de minhas prioridades no Grupo AB Mus seja profissionais com currículo comprovado.

O quê quem me contratava ganhava? Lucro fácil! Eu não tinha nenhum parâmetro de cachê, meus pais também não sabiam bem de valores financeiros para músicos, aliás, estavam felizes por eu ter arranjado um bico que substituiria minha mesada. Para os noivos, a foto do trompetista no álbum seria um arraso. Bom para todas as partes.

Naquela época, começo dos anos 2000, a profissionalização do segmento de casamento era muito recente, e não havia tanta disseminação virtual no Brasil para que as noivas conhecessem o mercado nupcial. Então, basicamente, baseava-se nos casamentos que o casal tinha acesso e no que as amigas, os amigos, os parentes, e as igrejas indicavam. Também, nem o Orkut tinha nascido, o que fazia do álbum o grande objeto para o casal. Porém, o cenário mudou.

Hoje, final da segunda década do século XXI, as noivas sabem o que é casamento, o que querem, e principalmente, tem informação sobre a qualidade de serviço. Porém, fornecedores também sabem. O resultado é uma repaginação estética, sem prioridade para a qualidade metodológica e sonora, induzindo as noivas ao erro. Por isso, é muito importante definir alguns parâmetros sobre o que é o serviço de música para cerimônias nupciais.

A música de cerimônia não é um espaço para apresentação de um grupo musical. O espaço para os músicos não pode ser encarado como um palco de exibição, onde haverá demonstração de virtuosismo, categoria musical e outras coisas inerentes a uma apresentação em teatro, que tiram o foco do objetivo central do evento que são os noivos, ofuscando em partes cortejos, momentos e partes importantes do cerimonial.

Também, deve ser claro que a música de casamento não é uma vontade do fornecedor. Ou seja, ele não pode limitar sonhos de noivas, nem querer que o casal escolha músicas que ele já tem. Nem mesmo, para tentar lucrar com o sonho, inventar cobranças posteriores ao acordado de início, como criar taxas para orquestrar músicas para o evento, aumentar o valor para interpretar novas canções, e outras desculpas para cercearem a liberdade de cada casal.

Outra coisa é a relação de duração da prestação de serviço. Porque a prioridade deve ser o evento em si. Em hipótese alguma uma noiva deve confiar em um fornecedor que cogita abandono do serviço em causa de atraso, que diz claramente sobre a retirada de profissionais e outras retaliações, e até mesmo que faz várias cerimônias com poucas equipes no mesmo dia. Até porque profissionais que fazem cerimonias pensando em outras, não terão um foco na qualidade do serviço, mas sim, na duração do serviço. Noiva esperta não contrata fornecedor assim.

A música de casamento deve ser resultado de uma caminhada com a empresa que fornece o serviço. Antes de ser uma apresentação musical, deve ser um resultado de uma metodologia aplicada detalhadamente. Toda noiva tem que fugir de quem não sabe explicar como irá assessorá-la na escolha da trilha sonora e descartar profissionais que não encaram a ideia de fornecerem cenário auditivo, sem ter nenhuma proeminência virtuosa no evento. Todo profissional deve estar engajado a viver intensamente seu sonho desde o início.

Assim, a escolha de música será autônoma, livre e pessoal. Levará em conta quem você é, o quê você gosta, a sua cultura, o seu público, o ambiente, a formação musical escolhida, não apenas consentindo com sua vontade e com tudo o que você quer, mas embasando sua escolha de acordo com profissionalismo, experiência e verdades comprovadas, que transformarão sua cerimônia em um paradigma.

Agora, toda noiva tem que ter segurança que contratou uma empresa que sabe como lidar com o maior desafio do fornecedor de música nupcial: Instruir a noiva sobre como construir uma trilha sonora ideal para seu dia e não apenas uma música para preencher momentos. Mas, isso é coisa que falarei em um próximo artigo.

 

 

SAULO OLIVEIRA, CEO DO GRUPO AB MUS

 Maestro, diretor musical, com formação erudita, atuou em Orquestras Sinfônicas e acompanhou cantores. Criou a metodologia PROGMA, com um conceito inovador de construção de trilha sonora para cerimônias de casamento. É autor do livro Noiva Pensante e apresentador do podcast FOR NOIVAS.

 

 

 

 

 

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